sexta-feira, 7 de abril de 2017

A Luz e a Escuridão

 Uma prévia de meu livro A Luz e a Escuridão.

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Marcos ergueu-se pálido e assustou a todos ao seu redor.
— Marcos?!
Mas ele estava aquém do que acontecia a seu redor. Sua essência buscava a de Renne, sentindo-o em perigo. Seu corpo transpirava e tremia, e foi Gustavo quem o deitou à cama, permanecendo a olhá-lo com o semblante bastante sério.
— O que está havendo, Gustavo?
Ele olhou a Suzan e apenas abanou a cabeça, negando-se a responder.
Que Marcos o fizesse assim que voltasse... Se é que voltaria. Ele uma vez vivera aquele drama e o menino só retornara a seu corpo dias depois, dizendo-lhe onde e o que acontecera a seu irmão. Naquele dia ele descobrira o que os dois eram e o que eles faziam ali, no planeta que os homens haviam destruído.
— É esperar. — foi a única coisa que murmurou.
Apesar de sentir a contrariedade na mulher, viu que ela não iria insistir e apenas a deixou com o olhar no menino que ainda tremia a olhos vistos.
Marcos, como Renne, havia sentido a aproximação de algo, uma presença bem maléfica. Era a essência de Evil no seu mais angustiante filho. Ele sabia quem era e temia a presença dele. E Renne estava sozinho! Fizera mais uma das suas e se colocara em perigo. Era o que Evil queria. Àquele que se apresentava era pior do que Henry, Muryel e Lewinn juntos, os três acólitos de Evil.
Sua essência cruzou a distância que o separava da Luz.
Renne era uma lâmpada na escuridão que caíra em toda região, quiçá, no planeta. A única luz forte, e ele sabia o porquê disto. Era o meio de que dispunha Evil para encontrá-los. Seu irmão tendia a se acender quanto à escuridão, fora criado para isto. Dar a luz e criar vida.
— “Idiota”. — Resmungava enquanto ia ao seu encontro, remoendo o que este ousara fazer. — “Sempre se metendo em confusão”.
Chegou na hora e cercou o irmão que de imediato o sentiu e se acalmou.
Marcos podia sentir seus batimentos cardíacos em furiosa reação e mesclou-os ao do irmão que estava tão violento quando o dele.
— “Marcos”.
Ouviu então vibrar em sua essência e se acalmou, atento a qualquer inimigo.
— “Precisamos dos protetores” — dissera-lhe aos ouvidos, sendo apenas escutado por este. — “Corremos perigo, Renne!”.
Renne apenas balançou a cabeça em concordância e se ergueu.
— “Stan está atrás de você”.
Voltou a ouvir em sua mente.
— “Ele, Richard e Tulia com dois guerreiros”.
Renne olhou em volta e ficou sem saber como agir, pois o seu simples gesto de se erguer foi o suficiente a que todos o olhassem como a inquiri-lo do que pretendia fazer. Alguns chegaram até mesmo a copiar-lhe o gesto, e também, se ergueram. Por alguma razão que ele não soube explicar de imediato, percebeu que aquelas pessoas não o deixariam sair. E ficou sem reação, de olhos naqueles que se aproximavam e que faziam gestos tentando fazer-se entender e a impedi-lo de sair. Chegou mesmo a tentar uma saída, mas foi retido por mãos fortes e, quando olhou a pessoa que o impedira, viu que se tratava de Fignas.
— “Perigos”.
Foi o que sentiu este lhe dizer enquanto olhava para o negrume que os cercava.
Mas Renne balançou a cabeça numa negação e, antes que alguém mais o retivesse, deu um rápido empurrão em Fignas, circulou-o de um salto e saiu voado, sem que pudessem reagir após voltar da surpresa que tiveram.
Quando Fignas olhou para a porta, Renne já não mais era visto. A escuridão o havia engolido, assim como a tudo que envolvia a cidade de pedras. Balançou a cabeça num gesto inútil e apenas fechou a maciça porta com todos da cidade em seu interior. Estavam protegidos, pelo menos era o que queria acreditar naquele momento.