domingo, 30 de outubro de 2016

Luíza.

Que sentimentos são esses
que afloram na matinal manhã
e cuja as lágrimas da noite deixam cálidas lembranças,
de um coração partido.
Onde está a dor de uma esperança desfeita,
por um simples adeus que será eterno.
Por que temos que aceitar assim,
como se fosse o destino gélido e cruel,
enquanto o nosso querer rasga corações.
Lembranças amargas de brigas e tristes recomeços,
onde o amor parecia vencer, mas o rancor e o orgulho,
fortes  aliados, destroem a confiança.
Que sentimento é este que faz com que a gente se desespere,
trazendo ideias funestas e atos conflitantes, covardes.
As lágrimas deslizam, enquanto o vulto se afasta.
Àquele já se foi, sem olhar para trás, esquecido dos tempos de
alegria e amor.
Ela ainda trás nas feições os últimos momentos de um amor sofrido,
brutal e desdenhoso.
Então, um ápice, ela se vira e com carinho,
embala ao coração,
a única lembrança do ser amado.
Luíza, o fruto de um amor estranho,
louco e perfeito.
Ela sorri!